21 de jun. de 2010

Monitoramento de redes sociais

De olho no crescente mercado de redes sociais, uma das maiores empresas de softwares para análise estatística na web, a SAS, anunciou o lançamento do Social Media Analytics, uma ferramenta para monitoramento do "humor" dos internautas a respeito de uma determinada marca ou empresa.

O software é capaz de caçar menções a determinadas palavras-chave em redes como Twiiter, Orkut, Facebook, MYSpace, fóruns, blogs e afins. A partir de cálculos estáticos, a ferramenta quantifica e classifca as mensagens, em categorias como "positivas", "negativas" e "neutras", além de apontar tendências de crescimento ou diminuição nas citações.

De acordo com Fernanda Benhami, especialista em SMA (Análise de Mídias Sociais) da Sas, "agora as pessoas divulgam suas opiniões e experiências com produtos e serviços por meio de posts, scraps, testemunhos ou comentários. Essa nova relação de consumo pode afetar a percepção da imagem da uma empresa ou produto".

Fernanda diz que um dos destaques do novo software é a capacidade de fazer com que ele "fique de olho" também em gírias e expressões coloquiais, em português, além de avisos em tempo real caso o número de menções ultrapasse um limite determinado pelo usuário.

Análise de Negócios

A ferramenta também é capaz de identificar quem são os "líderes" em redes como o Twitter – internautas com grande poder de influència em cada setor ou mesmo em uma situação, como uma crise, explica Bob Messier, diretor sênior de Business Analytic da SAS, que veio ao Brasil para o lançamento do produto.

Para Messier, "explosão de dados sem estruturação" (em blogs, redes e afins) é um desafio para as empresas. "A maioria das companhias ainda não está pronta para lidar com o volume de texto sendo publicado na web", argumenta. O executivo da SAS acredita que, para se dar bem nesse novo mundo de múltiplas opiniões, as marcas terão de migrar da "Inteligência de Negócios" para a "Análise de Negócios". Enquanto a primeira "olha para o passado", diz, a segunda "pensa no futuro, com projeções baseadas em descobertas que surgem pela análise de dados externos, como os das redes sociais", explica.

O executivo diz que as empresas atualmente projetam – e apoiam-se em – tendências baseadas em modelos antigos, criados com dados numéricos de dentro das empresas, como número de ligações ao call center e de visitas ao site. "A nova geração usa mais o texto. As companhias precisam ficar atentas a esse comportamento online dos consumidores, para que possam tomar decisões em tempo real", afirma.

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