15 de jun. de 2010

Especial etiqueta online: pessoal x profissional

Liberdade online sim, libertinagem não. Esta pode ser a fórmula para o sucesso nas redes sociais

A liberdade de expressão é um princípio. Em nome dele, as pessoas acham que podem falar o que querem, de qualquer maneira e em qualquer lugar. Mas será que não há um limite para isto? Nas redes sociais, começam a acontecer casos de profissionais que emitiram opiniões sem cuidado e que acabaram sendo demitidos (leia a primeira reportagem da série Redes sociais atuam como megafone do mundo real).

A situação piora ainda mais quando alguém responde em nome de uma empresa. Veja o que aconteceu no começo de maio: a montadora Fiat lançou campanha @NovoFiatUno por meio do serviço FormSpring, em que é possível fazer perguntas diretamente a um interlocutor sem se identificar.

Parecia um sucesso. Foram feitas 5,4 mil perguntas em nove dias. Até que um dos responsáveis pelas respostas tentou explicar por que a montadora não produzia carro cor-de-rosa. A resposta chistosa fazia uma brincadeira com torcedores são-paulinos. Em minutos, houve uma reação em massa criticando a Fiat, acusando-a de preconceito. Uma frase infeliz quase estragou uma campanha inteira.

Quando se está atuando com redes sociais, todo cuidado é pouco. Há um mescla profunda entre seu posicionamento pessoal e sua atividade profissional. "Não existe limite entre o pessoal e o profissional nas redes sociais", julga Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, empresa especializada em monitoramento e análise em mídias sociais.

De acordo com o executivo, esse limite está se extinguindo inclusive na própria forma de trabalhar e de encarar os relacionamentos sociais. Ele cita, por exemplo, a utilização de tecnologias de comunicação como o uso de celular para receber e-mails, o que permite trabalho ininterrupto (24 horas por dia e sete dias por semana).

Diante de tantas transformações e novidades, o recomendável é seguir regras de comunicação (batizadas genericamente de Netiqueta, ou seja, a etiqueta da internet). Não são mandamentos taxativos nem leis eleitas por uma câmara de censura. Representam, em boa parte, o uso do bom censo na hora de se relacionar online.

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