Entenda por que o serviço requer cuidados e saiba o que vem por aí para proteger clientes e instituições.
Realizar pagamentos e transferências online usando o site dos bancos tornou-se o tendão de Aquiles da indústria financeira, na medida em que cibercriminosos encontram maneiras de tomar o controle dos computadores pessoais e realizar operações enviando dinheiro para lugares remotos.
Um caso: 400 mil dólares
Foi o que aconteceu à administração municipal de Poughkeepsie, no estado de Nova York, quando a bagatela de 387 mil dólares vazou da conta corrente hospedada no TD Bank. Descoberto em janeiro e finalmente sanado em março, quando o dinheiro furtado foi restituído, o caso esquentou as relações entre o município e a instituição financeira.
A administração do município não quer comentar o caso, mas o golpe dispara um alerta na rede dos bancos, em que foram registrados muitos casos semelhantes. A preocupação maior é relacionada ao uso corporativo dos serviços online. Nesses casos, o volume movimentado é bastante alto e as brechas na segurança dos desktops faz minguar a confiança que os correntistas depositam nos bancos, junto com o dinheiro.
Vários casos: bilhões
A lista de “ciberfurtos” nas contas correntes inclui 800 mil dólares subtraídos da conta da empresa fabricante de máquinas Hillary; 588 mil da conta da construtora Patco; 1,2 milhão do crédito da Unique Industrial; e mais quase meio milhão da Ferma abandonaram o status de crédito para se unirem ao débito. Por semana, relata o FBI, várias denúncias por parte de vítimas desse tipo de golpe chegam à agência.
Empresas, cuidado!
Às empresas não faltam motivos para preocupação. Ladrões cibernéticos usam pragas virtuais controladas por botnets, e usufruem da baixa segurança de computadores para cometer os crimes. Nesse caso, as restituições cabem às pessoas físicas; as empresas, porém, não gozam desse direito. É o que explica a analista da Gartner, Aviavah Litan.
Disputas judiciais envolvendo o sequestro de sistemas e transferências fraudulentas vêm a público na medida em que as empresas brigam com as instituições financeiras sobre quem deve assumir as consequências do ataque de gangues cibernéticas. Cada caso é um caso.
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