A Autoridade de Padrões Publicitários do Reino Unido (ASA, na sigla em inglês) foi provocada a analisar como os provedores de banda larga daquele país usam termos como "ilimitado" em anúncios sobre os limites de download.
Atualmente, o termo é usado no sentido que a empresa de banda larga não impõe limites formais no download, mas se reserva no direito de limitar um cliente caso julgue que sua política interna de "fair usage" (uso justo) tenha sido quebrada. Mas os critérios de julgamento variam entre os provedores, o que tem levado consumidores a reclamar junto à ASA.
Os métodos mais questionáveis vêm das operadoras móveis. Somente na semana passada a operadora O2 anunciou que introduziria um limite formal em seu serviço móvel "ilimitado" de dados.
A ASA agora pretende fazer uma consulta ao Código Britânico de Práticas Publicitárias (BCAP) e ao Comitê de Práticas de Publicidade (CAP), ambos organismos com poder de regulação, para ver se uma definição geral é necessária.
Política única
"É importante que procuremos criar uma política mais abrangente entre provedores de serviço, outros reguladores e grupos de consumidores, em vez de se apoiar em determinações unilaterais da ASA que se concentram em um serviço ou plataforma específica", disse o gerente de comunicações e políticas da ASA, Lynsay Taffe, ao New Media Age.
O mais provável é que a palavra "ilimitado" seja banida a menos que um serviço seja entendido como livre de limites de dados ou de qualquer tipo de trava oculta. A pequena fração de usuários que baixa centenas de gigabytes mensalmente terá simplesmente que pagar mais pelo uso.
O problema fundamental é que a inovação na Internet tem gerado forte demanda para o tráfego de dados online mais rapidamente do que ela pode ser oferecida pelos provedores, o que cria a necessidade de gerenciamento de demanda por meio de precificação, priorização de tráfego ou limites de dados.
"Se não for pelo custo ou por limites de uso, então ou o traffic shaping ou o congestionamento agirão como controles. Até as operadoras móveis tem finalmente aceitado que os planos ilimitados de dados não são viáveis à medida que os celulares se tornam aparelhos mais interativos e consomem um bocado de dados", disse Sebastien Lahtinen, do site comparativo thinkbroadband.com.
0 comentários:
Postar um comentário