11 de jun. de 2010

Google admite falhas de seu serviço de armazenamento de dados

Duas semanas depois de anunciar a versão corporativa do Google App Engine, aplicativo voltado para armazenamento de dados, o Google admite que o desempenho da ferramenta tem sido cronicamente deficiente até aqui.

Para compensar a recente série de falhas, lentidão e erros, o Google não vem cobrando os custos de uso do serviço, retroativos ao dia 31 de maio, até segunda ordem.

Em comunicado na última quarta-feira, o Google declarou que os problemas de armazenamento de dados, que se propagou a outros componentes do App Engine, foram causadas pelo crescimento da plataforma, que ultrapassou a capacidade do servidor. Ainda segundo a empresa, o serviço cressceu 25% a cada dois meses, nos últimos seis meses.

Jason Spitkoski, co-fundador e diretor do Calendário Bin, um aplicativo web que permite aos empregadores criar e gerenciar os horários de trabalho dos empregados, utiliza o App Engine há dois anos, mas nos últimos meses começou a ver problemas de desempenho, com uma deterioração especial nas últimas semanas.

"É um grande problema quando visitamos novos clientes para explicar os benefícios do uso de uma nuvem, mostrar nosso produto, mas, em seguida, encontramos um desempenho lento e precisamos improvisar para evitar aquele silêncio constrangedor que paira quando o aplicativo interage lentamento com a nuvem", disse ele por e-mail.

No blog do aplicativo, o Google informou que está se mexendo para construir a infra-estrutura de serviços para acabar com o problema, mas afirma que o desempenho do App Engine ainda deve deixar a desejar nas próximas duas semanas. "Fiquei um pouco surpreso ao ver quanto tempo eles levaram para resolver os problemas de desempenho em curos", disse Spitkoski. "Para uma empresa com tantos dados e informações, eu esperava uma postura mais pró-ativa".

A situação é irônica porque o Google App Engine é um desenvolvimento de aplicativos baseado em nuvem e também é uma plataforma de hospedagem, criado para que os desenvolvedores possam trabalhar na construção de aplicações sem ter de se preocupar com questões como problemas no servidor. O Google vende a idéia de que está melhor preparado para lidar com a infra-estrutura na maioria das tarefas - senão com todas - e, portanto, os clientes potenciais devem confiar a ele as tarefas de manipulação de hardware, armazenamento e manutenção de software. Em suma, a promessa principal é de que os "fregueses"não precisarão se preocupar com a infra-estrutura de TI em suas sedes - incluindo o suporte técnico - , o que, pelo menos no momento, não é o caso.

O problema surge em um momento particularmente ruim, porque o Google anunciou a chegada da versão corporativa do App Engine com grande barulho, em maio último durante o I/O Conference. A versão atual foi lançada há dois anos e é destinada principalmente para desenvolvedores de aplicações Web voltadas para o consumo.

"Provedores de cloud são desenvolvidos para ter um padrão mais elevado de tempo de resposta e disponibilidade em comparação a outros fornecedores. E dado os seus recursos, o Google deveria ter sido capaz de prever - e planejar - picos de atividade nesse tipo de ambiente", disse Rebecca Wettemann, da Nucleus Research. "Isso, definitivamente, dá ao Google um borrão que a empresa terá trabalho para apagar".

Já para Al Hilwa, analista do IDC, o problema do App Engine é emblemático e pode ser considerado uma espécie de "dor do início da dentição" para os fornecedores de infra-estrutura cloud, nesta fase precoce do mercado de computação em nuvem e não como um inibidor de longo prazo do modelo. "O que preocupa no App Engine é salientar que, em algum ponto, a nuvem se torna uma entidade física real, com hardware real, portanto as leis da Física se aplicam e as limitações da vida real aparecem", declarou.

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Orkut tem novos recursos para controle de privacidade

A Google anunciou nesta quarta-feira novas ferramentas para que os usuários tenham mais controle sobre sua privacidade no Orkut, rede social mais popular no Brasil. Além de um painel de controle com opções de privacidade, já anunciado no final do mês passado, há mudanças nos scraps e na forma como o conteúdo (fotos, vídeos, mensagens) é identificado.

A partir de agora será possível enviar scraps privados, só visíveis ao destinatário, o que deve acabar momentos embaraçosos resultantes da "publicação" acidental de mensagens muito pessoais. Os scraps também se tornarão mais parecidos com conversas em um sistema de bate-papo: será possível comentar mensagens e chamar outras pessoas para participar da conversa, por exemplo.

A Google também implementou níveis de privacidade diferentes para cada conteúdo (que inclui mensagens, vídeos e fotos), permitindo que o usuário determina a "visibilidade" de cada item individualmente. Antes de publicar um álbum de fotos, por exemplo, o usuário terá de definir quem pode vê-lo: todos os usuários, só os amigos ou um grupo menor de pessoas.

Entretanto, as mudanças não são completas. Um recurso bastante desejado, que é o controle da exibição da lista de comunidades das quais o usuário participa, ainda não está disponível embora "esteja nos planos" segundo Victor Ribeiro, Diretor de Produtos do Google para a América Latina.

As novas mudanças valem automaticamente para todos os usuários do Orkut a partir da tarde desta quarta-feira, e não serão necessários convites nem nenhuma alteração no perfil.

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Clonagem de celular rende indenização de R$ 7 mil a assinante

A operadora móvel Vivo terá que indenizar um assinante do Estado do Amazonas que teve seu celular clonado, informou nesta quarta-feira (9/6) o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento ocorreu em 1.º de junho e, enquanto ainda não for considerado transitado em julgado, cabe recurso.

A sentença original do processo estabeleceu que os danos resultantes da clonagem devem ser ressarcidos pelo fornecedor do serviço. O juiz de primeira instância entendeu que a Vivo deveria garantir a segurança do serviço, bem como arcar com os prejuízos associados ao risco de sua atividade.

No entanto, a indenização inicial de 38 mil reais - que, num segundo momento, também foi deferida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas - foi reduzida pelo STJ para 7 mil, corrigidos a partir do julgamento nesta instância. A votação dos ministros da Quarta Turma foi unânime.

Não é a primeira vez que o STJ julga casos de clonagem de celulares. Há quatro anos, um usuário da TIM de Alagoas contestou a cobrança de uma conta de 16.178 reais, alegando clonagem de linha, e pediu 50 mil reais de indenização por danos morais. O Tribunal de Justiça de Alagoas reduziu o valor para 30 mil. Já no julgamento da ação pelo STJ, em 7/12/2006, os ministros reconheceram o direito à indenização, mas reduziram o valor para 7 mil reais.

Google Maps é processado por ter indicado caminho perigoso

Lauren Rosenberg, originária de Los Angeles, exige em um tribunal US$ 100 mil dólares (R$ 173 mil reais) de indenização à Google em razão dos ferimentos e do trauma psicológico causados por seu acidente, ocorrido no dia 19 de janeiro de 2009, indicaram fontes judiciais nesta terça-feira.

A mulher apresentou uma queixa contra a Google depois de ter passado por maus momentos ao ser atropelada por um carro quando andava em uma estrada considerada perigosa, acidente que, segundo ela, teve como responsável o programa Google Maps, que não a advertiu sobre o perigo.

Rosenberg havia utilizado o serviço do site de cartografia on-line Google Maps em seu smartphone Blackberry para avaliar a distância (cerca de 1,2 km) de um endereço a outro em Park City, estação de esqui de Utah (oeste), que ela desejava cobrir a pé.

O Google Maps propôs que ela percorresse uma parte da estrada de Deer Valley, uma via local desprovida de acostamentos e onde os carros trafegam a velocidades insensatas, de acordo com documentos fornecidos pelo tribunal.

"A Google não advertiu Rosenberg sobre os perigos que encontraria nessa estrada, pelo contrário, a encorajou a seguir por esse caminho", indica seu advogado Allen Young em uma cópia do processo divulgado pela revista on-line Search Engine Land.

Durante uma simulação realizada pela AFP nesta terça-feira, o Google Maps propôs a escolha entre dois itinerários: um que evitava claramente indicar a estrada em questão e outro que advertia para a eventual ausência de acostamento.

O anúncio deste processo gerou discussões on-line acaloradas sobre o nível de responsabilidade dos pedestres relativo a sua própria segurança nas estradas.

4 de jun. de 2010

Empresas deveriam planejar abandono do Windows XP

A maioria das organizações deveria começar a esboçar planos para eliminar o Windows XP e migrar para o Windows 7, aconselham analistas da empresa de pesquisas Gartner.

Cerca de 80% dos clientes da Gartner saltaram o Windows Vista, e se apoiam principalmente no velho Windows XP, afirma a empresa.

O Windows 8 "não chegará tão cedo", portanto "a maioria das organizações deveria planejar e testar o Windows 7 este ano", defende a Gartner.

A Microsoft tem dito que fornecerá suporte para o XP até abril de 2014, o que aparentemente dará às empresas bastante tempo para que migrem para um novo sistema operacional. No entanto, em 2012 as novas versões de muitas aplicações não funcionarão no XP, e vários desenvolvedores independentes de software começarão a eliminar o suporte ao XP, argumenta a empresa.

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